Descobrir o Baixo Alentejo em Bicicleta

O Baixo Alentejo é um “must” para quem adora fazer férias em bicicleta. Percorrer a Rota Vicentina permite usufruir das comodidades à disposição dos viajantes, mas também é possível cruzar o Alentejo, sem receio das estradas nacionais.

Rota Vicentina

Rota VicentinaA Rota Vicentina permite descobrir, a pé ou de bicicleta, a paisagem, a fauna e a flora, ao longo de quase 200 km de costa alentejana, entre Santiago do Cacém e Sagres. Pretende-se que a rota integre também os caminhos de Santiago e, em última análise, uma Grande Rota Europeia entre Sagres e S. Petersburgo, na Rússia. A Associação Casas Brancas, constituída por miniempresários de turismo rural, assegura que os caminhantes e os cicloturistas encontrem alojamento ao longo do percurso.

Pelas estradas nacionais

A Associação Casas Brancas também pode dar uma ajuda aos ciclistas que queiram sair do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e aventurar-se por conta própria no Baixo Alentejo. Tendo em conta a baixa densidade populacional da região, o trânsito automóvel não será problemático. Por exemplo, entre Vila Nova de Milfontes e Odemira, a sede do maior concelho de Portugal (onde se encontra a sede da Rota Vicentina), são cerca de 30 km pela estrada nacional N393.

A próxima etapa, de 48 km, levá-lo-á à vila de Ourique, com passagem pela albufeira do Monte da Rocha. Depois, apenas a 15 km, fica Castro Verde, onde se encontra um museu tão desconhecido como original: o Museu da Lucerna, onde se expõem vários exemplares, aqui encontrados, deste objeto usado pelos romanos para iluminação.

Uma última etapa, de 43 km, ao longo da estrada nacional 123, leva-o a entrar no Parque Natural do Vale do Guadiana e subir até Mértola, onde poderá imaginar a riqueza passada desta cidade num tempo (dos romanos e muçulmanos) em que o Guadiana era a grande “autoestrada” desta parte da Península Ibérica.