Dicas de Investimento no Alentejo

José Pedro VasconcelosO Alentejo é um mundo de oportunidades, não apenas em termos de oferta turística, mas também para investimento. E não se trata só de investir em imobiliário para segunda residência ou abrir uma unidade de turismo rural, como fez o ator e apresentador televisivo José Pedro Vasconcelos, numa herdade próxima de Évora. Trata-se de encarar as potencialidades macroeconómicas do Alentejo como um todo e de fazer uma análise objetiva do potencial da região.

Potencial de crescimento

A região é reconhecida pelos especialistas em economia como apresentando um enorme potencial de crescimento para a próxima década. A aposta numa agricultura qualificada e de elevada produtividade, suportada pelo clima e pela abundância de água proporcionada pela albufeira de Alqueva, é o eixo em torno do qual poderá ser possível tornar a fazer do Alentejo “o celeiro de Portugal”. A tradição e os resultados já apresentados nos setores do vinho e do azeite recomendam uma eventual expansão nestes produtos, mas não invalidam que surjam alternativas; é o caso recente dos frutos vermelhos, no concelho de Odemira.

Além da agricultura, o turismo de qualidade, o imobiliário de segunda residência e a consolidação de pequenos nichos industriais apresentam-se igualmente como alternativas.

Apoios governamentais

O programa Alentejo 2020, dotado com fundos comunitários da União Europeia, é o principal eixo de apoio para o investimento das empresas na região. Só em 2016, o programa irá lançar projetos voltados para a internacionalização das PME, as atividades de Investigação & Desenvolvimento ou a valorização dos recursos endógenos.

Qualidade de vida

A baixa densidade populacional e a manutenção de padrões de qualidade nos serviços públicos são garantes de padrões de qualidade de vida elevados, traduzindo-se em fracos níveis de poluição e facilidade no transporte por automóvel. Trata-se de fatores que potenciam não só o investimento em imobiliário – até tendo em conta o recente interesse turístico, principalmente por parte do mercado norte-americano – mas também a instalação, por exemplo, de empresas do setor tecnológico com capacidade para trabalhar à distância.