Porque Visitar Grândola, a “Vila Morena”

A vila de Grândola é, um tanto injustamente, conhecida apenas pela música de Zeca Afonso e pelo papel que desempenhou na Revolução dos Cravos. Todavia, a vila e o concelho albergam uma considerável riqueza natural e patrimonial, entre o mar e a serra, que, tendo em conta os dois mil anos de História da região, merecem uma visita mais demorada. Vejamos algumas das principais linhas de interesse:

De Troia a Galé-Fontainhas

Troia Galé-FontainhasO litoral do concelho de Grândola é composto por um gigantesco areal quase contínuo. Começa em Troia, que recupera agora a sua vocação turística e onde não é difícil observar golfinhos no estuário do Sado, tendo a serra da Arrábida como cenário. O Carvalhal e a Comporta contam-se entre as melhores praias do país. Mais a sul, a classificação Qualidade de Ouro confirma a vocação da praia de Galé-Fontainhas como destino a visitar.

Os Romanos

A região de Grândola foi intensamente ocupada e civilizada pelos romanos, conforme se comprova pelos diversos vestígios arqueológicos aqui existentes. A presença de um povoado romano onde se situa hoje a escola primária de Grândola prova a mais-valia deste local para habitação já há 2000 anos; a agricultura era feita em articulação com a barragem do Pego da Moura, a cerca de 3 km da vila. Mais a norte, em Troia, as ruínas romanas são um “ex-libris” da moderna praia.

Museus e Etnografia

A Casa Frayões Metello é um museu que nos mostra a etnografia grandolense e alentejana, em traços largos, através dos utensílios, vestuários e outros objetos, principalmente da primeira metade do século XX. O museu está instalado num edifício senhorial do século XVIII.

Grândola é, em todo o caso, rica em acervos museológicos, nomeadamente através do Museu de Arte Sacra, o Museu do Arroz (que conta a história do cultivo desse cereal, ainda hoje uma riqueza no curso final do rio Sado) e o museu mineiro do Lousal (que conserva as memórias da exploração mineira). Na aldeia de Santa Margarida da Serra, encontra ainda a Casa Museu Manuel Chainho, que conserva todos os traços de uma habitação do início do século XX.